Desemprego tem leve recuo no AP e cresce número de trabalhos ‘por conta própria’

O terceiro trimestre de 2017, referente aos meses de julho, agosto e setembro, registrou leve redução na taxa de desocupação do Amapá, que caiu de 17,1% para 16,6% na população acima de 14 anos. No primeiro semestre o registro foi de 18,5%. O número de trabalhos “por conta própria” contribuiu para o aumento do índice.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, a taxa de desemprego chegou a 12,4% e também apresentou leve redução, de 0,6 pontos percentuais, em comparação ao trimestre anterior, de 13%.

O número de donos do próprio empreendimento teve variação positiva de 4,8% no Amapá, chegando a 32% do total da taxa de ocupação, o que representa cerca de 96 mil pessoas. Essa parcela diante dos tipos de ocupação ultrapassou o de funcionalismo público, que ficou em 27%.

O supervisor de disseminação de informações do IBGE, Joel Lima, destacou que, apesar de ter mais pessoas trabalhando por conta própria, o índice não traduz estabilidade econômica para elas e nem para as administrações municipais, estaduais e federais.

“As pessoas estão se ocupando mais, só que são no trabalho informal ou em pequenas empresas administradas por elas mesmas. Esse é o maior percentual de ocupação hoje. Ele tem aumentado. É uma solução, mas não é a melhor, porque a renda e as condições de vida muitas vezes são piores dos que estão empregados”, falou Lima.

A média salarial dos amapaenses no mercado de trabalho reduziu 6%, ficando em R$ 2,2 mil, R$ 142 a menos que nos três meses anteriores.

O Amapá ficou em terceiro lugar entre as maiores taxas de desocupados no país, atrás de Pernambuco (17,9%) e Bahia (16,7%). Na outra ponta, seguem com baixos índices Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso (7,9%) e Rio Grande do Sul (8%).

           

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